Águas Mornas

Águas Mornas: um pedacinho da Alemanha no vale do Rio Cubatão.

É assim que costumamos definir nossa cidade, por seus atrativos naturais e por seu povo simples e hospitaleiro, constituído basicamente por alemães vindos da Renânia e Westfália, região do Hunsrück, nas margens do Rio Mosela, na Alemanha, que escolheram esta cidade para construir uma nova vida e realizar seus sonhos, tarefa considerada impossível em sua terra natal no início do século XIX.

Constituído basicamente por várias e pequenas localidades, e privilegiado por um belíssimo repertório de paisagens bucólicas, remanescentes da Mata Atlântica, o município de Águas Mornas fica distante de Florianópolis, a capital catarinense, apenas 36 quilômetros, e a via de acesso mais comum é a BR-282. Mesmo assim, nosso município tem conseguido preservar suas características de cidade campesina, o que tem sido motivo de orgulho para seus habitantes, acostumados a uma rotina onde o bom dia e o aperto de mão entre vizinhos, e casas com suas janelas abertas o dia inteiro, em meio a um imenso jardim ou às margens de um pequeno riacho, ainda são comuns nos dias atuais.

A primeira colônia a ser fundada em Águas Mornas foi a de Vargem Grande, em 1836, por 43 imigrantes alemães e um dinamarquês, vindos da Colônia de São Pedro de Alcântara, que havia sido fundada em 1929, constituindo-se assim, na primeira colônia alemã do estado de Santa Catarina. A Colônia Vargem Grande foi estabelecida às margens do antigo caminho de Lages, utilizado por tropeiros que vinham do planalto serrano comercializar seus produtos no litoral.

Em Águas Mornas também temos a Colônia Santa Isabel, fundada em 1847. E nada do que se diga sobre ela é suficiente para descrevê-la. Aconchegante e simpática, essa colônia germânica, localizada há dezoito quilômetros do centro de Águas Mornas, orgulhosa por ter sido a ilustre acolhedora dos primeiros luteranos que escolheram o estado de Santa Catarina para viver e prosperar, revela uma beleza indescritível nas fachadas de suas casinhas antigas, porém simpáticas, com telhados em estilo chalé, ornados com belíssimos lambrequins que lembram um passado que inspira uma nostalgia gostosa de se reviver.

E sempre que se faz uma visita a essa comunidade, parece que sempre há algo a mais para se descobrir e observar, mesmo que a visitemos repetidas vezes, como se estivéssemos penetrando num território longínquo, onde, através de algumas reminiscências de sua história, é possível penetrar através da cortina aveludada do tempo, e rever seus primeiros habitantes chegando com suas famílias e seus sonhos, num remoto dia do ano de 1847.

A terceira colônia estabelecida no nosso município foi a de Teresópolis, no ano de 1860. Estes colonos vieram das regiões da Renânia e da Westfália, também na Alemanha. Teresópolis também é uma homenagem à família imperial. Ela leva esse nome em homenagem a Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II que, inclusive, visitaram Caldas da Imperatriz em 1845.

Viver em Águas Mornas, onde o simpático bom-dia do interior, o perfumado travesseiro colocado na estreita janelinha de um pequeno quarto para aquecer ao sol matinal, ou a galinha que cata insetos no meio da grama, para alguns isso é sonho; para outros pode parecer entediante. Porém, para as famílias que ainda vivem em nossas comunidades, talvez seja a realidade que sempre desejaram vivê-la. E certamente são felizes por terem decidido nunca se ausentarem deste pedacinho da Alemanha que, orgulhosa pelos hábitos e pela riquíssima cultura que conseguiu preservar, não tem pressa de se tornar um pedacinho do Brasil.

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